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terça-feira, 18 de outubro de 2011

EDP: Fiat Lux mas ao contrário

Notícia de última hora do Imprensa Falsa: Cliente preparava-se para dizer mal da EDP no Facebook quando, de repente, ficou sem luz

João Relé estava a escrever na página do Facebook da EDP “estou ligeiramente desapontado com os vossos preços”, quando ficou sem luz.

«Ia justamente carregar no ‘enter’ quando foi tudo ao ar. Liguei para a EDP e disseram-me que o problema já estava a ser resolvido, mas também me disseram “agora veja lá o que escreve porque às vezes o curto-circuito está aí”», explica Relé, que não quer falar mais no assunto por temer represálias que possam danificar os electrodomésticos.

Segundo o Imprensa Falsa conseguiu apurar, o caso de Relé não é único. Há muitos clientes que ficaram sem luz justamente no momento em que iam publicar uma crítica à empresa. Tanto que a última publicação crítica que se pode ler na página da EDP no Facebook é «a vossa política de barragens mete nojo... ah ah... ursos, podem voltar a ligar a luz que eu estou no portátil».

No entanto, tanto este cliente como o seu portátil desapareceram pouco depois de publicarem esta mensagem. O jovem estava ao telefone com a namorada, disse-lhe que estavam a bater à porta para fazer a leitura da luz, e nunca mais apareceu. «Eu estranhei que lhe fossem contar a luz às duas da madrugada, mas agora quer tudo fazer horas extraordinárias...», desabafa Célia Cobre, ainda em choque.

sábado, 17 de setembro de 2011

Posts sábios (IV)

Para que serve um professor quando não há dúvidas? É esta a pergunta que se tem feito pelo Ministério da Educação, numa altura em que as exigências orçamentais obrigam a fazer cortes.
«Um professor, quando não há dúvidas, é como um mono gigante que tapa a vista dos alunos, porque ler o que está escrito nos livros toda a gente sabe», afirmou o ministro da Educação, Nuno Crasso.
Foi por isso decidido que os professores que vão ser chamados para assegurar os horários por preencher serão contratados à dúvida. «Quando há uma dúvida, contratamos o professor, ele responde e depois metemo-lo logo na rua», esclareceu Crasso.
Já ontem à tarde, numa escola do agrupamento 4 da direcção regional de educação do sotavento, um aluno chamou “stôr” e foi contratado um professor naquele momento. O jovem queria pedir para ir à casa de banho, o professor contratado consentiu e depois foi corrido. «Funcionou muito bem», relata o ministro.
A única excepção a esta nova regra do Ministério da Educação será feita na Madeira, onde os horários das escolas serão preenchidos com 20 professores por sala, catering do Pestana, bailarinas russas e trapezistas.
ICI